quinta-feira, 28 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
Pesquisadora fala sobre "Filhos de pastores"
REVISTA ENFOQUE -53 - ENTREVISTA
Pesquisadora aborda conflitos desse público
Filhos de pastores
Baseada em experiência própria, teóloga avalia a vivência de fé de filhos de pastores. Em entrevista à Enfoque, a pernambucana Késia Adriany analisa a cobrança excessiva para ser ‘vitrine doutrinária’ que a família pastoral, em especial os filhos de pastores, é obrigada a ser.
A cultura popular afirma que “filho de peixe, peixinho é”. No teatro, na música ou outras profissões, a hereditariedade no talento muitas vezes ocorre muito bem. Mas quando o assunto é fé e religião, nem sempre o ditado se aplica. Como no caso de filhos de pastores que não se sentem vocacionados para o ministério pastoral, sequer chamados para serem o exemplo perfeito de quem convive em uma família de pastor.
Assim foi com a pernambucana Késia Adriany.
Natural de Serra Talhada, passou um bom tempo conhecendo o país na implantação de igrejas. Morou no Ceará, trabalhou em Juazeiro do Norte e transferiu-se para o Rio de Janeiro. A pedagoga de 33 anos, teóloga, pós-graduada em gestão educacional, conhece bem o fardo que a família pastoral carrega. Filha de pastor, com cinco irmãos, apenas ela seguiu a carreira ministerial. Os outros filhos conseguiram escapar do que chama "pressão ministerial".
Mas seu sorriso cativante de hoje esconde um passado de muitas lágrimas e cobranças. Késia, que aos 14 anos chegou a questionar a existência de Deus ao pai devido à sua insegurança cristã, resolveu reunir outras histórias tristes e colocá-las em livro. Com quase duas décadas de estudos, a teóloga presbiteriana ainda está à procura de editora. Com o esboço à mão, ela fala sobre como alguns filhos não agüentaram "ser uma vitrine doutrinária". Nesta entrevista, ela analisa a nem tão tranqüila relação de pastores e seus filhos e a conversão de fé destes. Késia demonstra sua visão bíblica e algumas respostas, não definitivas, e sinaliza alguns segredos. Ela vai além e critica as lideranças por não prepararem pastores e igrejas para lidar com esse problema.
ENFOQUE - É complicado para um filho de pastor ter sua própria experiência em Cristo?
KÉSIA ADRIANY - Penso que sim. Desde a adolescência eu percebia isso. Aos 14 anos gostava de ouvir o testemunho de conversão do meu avô. Ele cantava um hino que dizia que Jesus havia lhe tirado do lamaçal do pecado. Um dia falei à minha mãe que queria conhecer este lamaçal. Questionava como Deus me salvaria se nunca havia pecado devido à grande redoma de proteção. Eu falava a mim mesma: “Jesus morreu por mim? Por quê? Eu não fiz nada, eu não peco.” Isso precisa ser trabalhado com o filho de pastor: que há uma mensagem de salvação a ele, seja quem for, rico ou pobre. Quando esse processo de conversão aconteceu comigo, percebi quantos filhos de pastores sofriam com esse mesmo dilema.
ENFOQUE - A partir disso, o que houve?
KÉSIA ADRIANY - Eu comecei a procurar histórias de outros filhos de pastores na internet e divulguei-as entre as famílias. Logo passei a receber muitos depoimentos. Até hoje, em quase duas décadas, foram catalogadas mais de cem histórias. Algumas dessas pessoas pediam para mantê-las em sigilo. No entanto, outras pediam para divulgar tudo abertamente porque sofreram muito e não queriam que outros passassem pelos mesmos problemas. Já muitos pais também me enviaram histórias e se queixaram de que, se pudessem, começariam tudo novamente e de outra maneira.
ENFOQUE - Nesses relatos, qual foi a maior reclamação?
KÉSIA ADRIANY - Deparei com casos de filhos de pastores que, por conta dessa quase imposição para também serem pastores, assumiram igrejas e hoje são frustrados. Sentiram-se enganados. E acabaram enganando outras vidas. O púlpito não é legado de propriedade. A herança que o pai pastor deixa para o filho é uma vida honesta e íntegra diante de Deus.
Em minha pesquisa, que desemboca no livro que estou escrevendo, não questiono a educação que o pai pastor dá a seu filho e, sim, essa experiência de fé. Porque muitos filhos de pastores apenas reproduzem o que aprenderam. Cantam, louvam e até pregam. Todavia, muitos não sabem de fato quem é Deus.
ENFOQUE - Acha que isso é quase um treinamento de fé?
KÉSIA ADRIANY - Por minha experiência pessoal, posso dizer que isso é um treinamento. Alguns pais condicionam o filho a fazer aquilo. Só que em matéria de fé é diferente. É prejudicial, pois pode gerar cidadãos que enganam a si mesmos. Vestem uma carapuça que não escolheram. Sofrem com a cobrança para serem modelos de sucesso só porque seus pais foram. É uma ligação prejudicial porque mistura fé, profissão e futuro.
ENFOQUE - O que mais encontrou nesses relatos?
KÉSIA ADRIANY - Encontrei desabafos, como: “Quero ser tudo na vida quando crescer menos pastor.” E no caso das meninas, elas desprezam a idéia de serem esposas de pastor. Percebi também que muitos não tinham vida própria, não tinham nome. Eram apenas “a filha” ou “o filho do pastor”. Na minha vida, por exemplo, houve uma época em que deixei cair certas máscaras e tive coragem de assumir meus próprios erros e incertezas.
ENFOQUE - Que conseqüência essa cobrança pode gerar?
KÉSIA ADRIANY - O padrão para o pastor é muito alto. Você pode entender isso na Bíblia, no livro de Tiago, que fala que o pastor tem de ser marido de uma só mulher, educar bem sua família, etc. Isso é pesado demais para um filho, pois o pai automaticamente divide a responsabilidade de não decepcioná-lo. Pude comprovar isso em relatos. Filhos que não viam a hora de sair de casa para levar a vida de seu jeito e fugir dessa pressão.
ENFOQUE - A igreja transfere projeções de comportamento para esses filhos?
KÉSIA ADRIANY - É claro que sim. Se eu não estivesse envolvida em alguma coisa na igreja, era malvista. Isso ocorre muito em cidades do interior. Se um filho de pastor não estiver engajado, se não cantar ou não fizer parte do ministério de louvor, então ele não é “espiritual”. Assim é o mesmo com a esposa de pastor. O problema é que você se acostuma a ter de demonstrar um determinado padrão de vida e de espiritualidade e, muitas vezes, faz aquilo não para agradar a Deus, mas para não manchar a reputação do pai ou da mãe. A pessoa cresce sem perceber que adaptou-se ao meio, moldou-se às circunstâncias.
ENFOQUE - E o que se deve fazer quando acontece a queda, a falha de um filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Deve-se respeitar. Emocionalmente é difícil para a família e é complicado admitir o erro. É necessário retomar de onde o problema começou e sempre optar por uma conversa franca e restauração.
ENFOQUE - Como mudar esse quadro?
KÉSIA ADRIANY - Acredito que o pastor deve dedicar um tempo para a sua família. Com base nos depoimentos de filhos de pastores equilibrados espiritualmente, entendo que é necessário que essa mensagem de fé, que é pregada na igreja, seja repetida dentro dos lares. Uma mensagem transmitida e compartilhada que dê abertura para questionamentos. Defendo os cultos domésticos. Não um culto da igreja em miniatura. Um culto onde esse filho possa orar, fazer seu pedido e estudar.
O pai pastor precisa ter o discernimento de educar seu filho, de mostrar o maravilhoso plano de salvação, sem pressionar ou induzir o filho a ser o que ele não quer ser. E que esse pai seja em casa o mesmo pastor que é na igreja.
ENFOQUE - O que representa ser filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Representa ser uma bênção. É claro que é um desafio, pois ele vai lidar com cobranças de mundos diferentes. É um privilégio, acima de tudo, pois esse filho vai ter explicações espirituais dentro de casa. Aprendi muito com isso. E hoje louvo a Deus por ter sido abençoada dentro de casa. É como tivesse médico dentro do meu lar (risos).
Contatos para enviar depoimentos: kesiaadriany@hotmail.com/kesiaadriany@snt.com.br (o sigilo é garantido)
(Colaboração de Celso Francisco)
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
O poder do amor de pai.
Eu sei que errei com meus filhos, muito mais do que eu gostaria de admitir. Eu sei que os feri e que ainda os ferirei até que tudo isso se resolver.
Eu sou um "homem em obras" , sendo construido, remodelado e às vezes as partes feias de mim escapam. Jesus ainda não terminou a ora em mim. Eu nunca serei o pai perfeito, mas estou contando com o que diz IPedro 4.8, "O amor cobre uma multidão de pecados."
Eu quero realmente ser um bom pai, mas sei que não serei perfeito. Às vezes, estou tão cansado para oferecer o que eles precisam; outras vezes sou tremendamente egoísta. Então, esse versículo é no que estou me apegando, mais do que em qualquer outra coisa, como pai.
O que está por trás da maioria das questões importantes é o amor, sempre foi e sempre será. Mais do que qualquer coisa, seu filho e filha anseiam por saber que você os ama verdadeiramente, que você se deleita neles. Esse é o desejo mais íntimo de qualquer ser humano.
Você deve se lembrar do dia em que Jesus foi batizado pelo seu primo João Batista. Quando ele saiu da água, Deus Pai falou, literalmente falou, e alto para todo mundo ouvir. Ele fez isso apenas três vezes na vida de Cristo, então deve ter sido um momento importante. O que o Pai disse? "Esse é o meu filho amado em quem me comprazo" Mt 3.17.
Em outras palavras, "Jesus, és o meu deleite. Eu me orgulho de você.
Deus Pai manifestou seu deleite por Jesus, seu filho. Isso é tremendo! Aí está nosso modelo - aí está a mensagem básica que nós também devemos dar aos nossos filhos: "Eu me deleito em vocês"
Quando um filho está seguro de seu amor paterno , as feridas não são muito profundas, e as menores falhas são mais facilmente esquecidas.
Esta é a naus básica de todas as nossas missões, a atribuição mais importante de nossas vidas: deixar claro aos nossos filhos que nós os amamos. Dizer a cada filho, e"eu me orgulho de você.Você é capaz. Eu acredito em você. Você é cativante." Se dissermos estas coisas no curso de sua infância de mil maneiras diferentes, teremos feito um bom trabalho de pais.
Todo pai pode oferecer isto. Mas só você pode oferecer isso aos seus filhos como pai deles. Você é o cara! Você é capaz!
autor: John Eldredge, livro "Eu acredito em você meu filho"
Carta aos filhos de pastores
Filho de peixe peixinho é, FILHO DE PASTOR pecadorzinho é, se não se converter vai para o inferno IGUAL A QUALQUER UM.
Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, quando fui convidado para ser o preletor da palestra para filhos de pastores, durante o evento Expo Cristã, realizado com muito sucesso em São Paulo. Um privilégio e um desafio, isso foi o convite para mim, isto é ser filho de pastor, isto é ser pai ou mãe de um filho de pastor; UM PRIVILÉGIO E UM DESAFIO, e aqui vai um pequeno resumo da ministração que Deus colocou no meu coração para este dia. Quem sou eu: Meu pai, Pastor Eliseo Batiston, é um bem sucedido pastor do sudoeste paranaense, em uma cidade de 65.000 habitantes, uma igreja de 2000 membros, neste ambiente cresci, TODO MUNDO sabia quem eu era, e TODO MUNDO tinha uma expectativa formada de quem eu deveria ser. Pressão para uma criança, para um adolescente e mesmo para um jovem. Com um agravante, meu pai era um dos médicos mais conhecidos da cidade e o vereador mais votado, ESCÂNDALO largou tudo para ser pastor. Piadas no colégio, na rua, na lanchonete, professores que odiavam crentes, não havia lugar pra se esconder. Na minha cidade se você espirra numa esquina, na outra um conhecido lhe deseja saúde. Na igreja tinha que ser o mais santo, pro mundo deveria ser o menos diferente possível, Diante de Deus deveria ser o padrão para o povo do mundo, a esta altura eu mesmo já nem sabia quem queria ser, sabia que queria ser livre, queria sumir, ser eu mesmo.
MAS QUEM EU ERA????? Tentei quase tudo, sucesso com as meninas, ser o musico da escola, poeta, as melhores notas, as piores notas, usei terno, calça jeans rasgada, cabelo comprido, cabelo raspado, estilo esportista, intelectual, rebelde, pacifista, quase todas as identidades que eu encontrei em filmes, sonhos, vídeo games eu tentei ser na minha adolescência, qualquer coisa que fosse diferente do meu pai e parecido com o que a maioria esperava. Rugi contra meu pai várias vezes frases como: - Quero um pai não um pastor - Quem você é agora? Pai ou Pastor? - Pelo menos me trate como uma de suas ovelhas - Eu? Pastor? Jamais!!!!!!!! - Vai cuidar da sua igreja e me deixa em paz. Agora até parece engraçado, mas vocês, pastor e filho, sabem de que sentimentos momentos e sensações estou falando. Mas ser filho de pastor não me trouxe salvação. Até que eu entendi que eu era um dos poucos no mundo a ter o pai e o pastor na mesma casa, e que era meu trabalho absorver o melhor de cada um dos papeis que aquele homem tinha e tem na minha vida. Sabe, hoje sou casado com uma linda mulher, tenho uma banda, um ministério reconhecido e de sucesso, tenho discípulos que me amam e me seguem em direção a Cristo, tenho um bom salário, um carro e um lindo violão, e ainda as vezes olho para a porta de casa, esperando que o pai e o pastor entrem e me digam o que fazer, então, dentro de mim, as sementes que ele plantou, as vezes de uma forma maravilhosa, as vezes de uma forma errada, se tornaram a arvore onde eu descanso, e fico seguro. Os princípios que entram em nós sem percebermos, e se não rejeitarmos, vão nos dar uma vida segura, feliz e de muita aventura com Deus.
O amor por Jesus e pelas vidas, a confiança, de que ainda que o mundo acabe, Deus esta no controle e me ama, ainda sendo eu um pecador. Os valores dos dez mandamentos pendurados na porta da geladeira, as noites chorando para que uma alma fosse liberta, fazer a obra mesmo com sacrifício próprio. Nenhuma faculdade no mundo poderia me ensinar, nenhum dinheiro poderia comprar. Valeu a pena cada momento esperando que ele chegasse em casa, e ele não veio. Não veio para que mais um marido voltasse com a esposa, ou mais um jovem largasse das drogas, ou mais uma pessoa no leito de morte tivesse o conforto de um homem de Deus. Valeu a pena, vai valer pra você, se você permanecer e não rejeitar seu privilegio.
Isso tudo não é somente bíblia ou um estudo compilado sabiamente. Isto é a minha vida, a minha decisão, aproveitar da melhor maneira a vida de filho de pastor que eu tive. Quando os filhos de pastores e missionários entenderem, como qualquer outra pessoa, que não podem escolher o pai, a mãe, o lar, o passado, mas podem escolher quem serão no futuro, como usarão da melhor maneira o que seus pais lhes deram e mesmo seu passado, teremos exércitos de David Quinlans, Anas Paulas, Andrés Valadão, Ministérios Ouvir e Crer, Ministérios Ipiranga, Samueis Barbosa e muitos, muitos Filhos dos Homens, rompendo cadeias, conquistando nações e transformando esta geração rebelde em uma geração de guerreiros santos e curados, cheios do espírito, fazendo valer cada palavra de Isaias61. Filho de pastor, você não tem poder sobre o passado mas tem sobre o futuro. A responsabilidade agora é nossa e não dos nossos pais.
Isso pode parecer mais uma cobrança, e daí, você é filho de pastor já deveria estar acostumado com cobranças, é uma decisão que você precisa tomar, e ser homem ou mulher o bastante para enfrentar as conseqüências de rejeitar ou aceitar um presente dado por Deus. Oro por você todos os dias Tome a decisão certa Com carinho...
Deus abençoe
Pr. Cris - FDH
www filhosdohomem.com.br
Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, quando fui convidado para ser o preletor da palestra para filhos de pastores, durante o evento Expo Cristã, realizado com muito sucesso em São Paulo. Um privilégio e um desafio, isso foi o convite para mim, isto é ser filho de pastor, isto é ser pai ou mãe de um filho de pastor; UM PRIVILÉGIO E UM DESAFIO, e aqui vai um pequeno resumo da ministração que Deus colocou no meu coração para este dia. Quem sou eu: Meu pai, Pastor Eliseo Batiston, é um bem sucedido pastor do sudoeste paranaense, em uma cidade de 65.000 habitantes, uma igreja de 2000 membros, neste ambiente cresci, TODO MUNDO sabia quem eu era, e TODO MUNDO tinha uma expectativa formada de quem eu deveria ser. Pressão para uma criança, para um adolescente e mesmo para um jovem. Com um agravante, meu pai era um dos médicos mais conhecidos da cidade e o vereador mais votado, ESCÂNDALO largou tudo para ser pastor. Piadas no colégio, na rua, na lanchonete, professores que odiavam crentes, não havia lugar pra se esconder. Na minha cidade se você espirra numa esquina, na outra um conhecido lhe deseja saúde. Na igreja tinha que ser o mais santo, pro mundo deveria ser o menos diferente possível, Diante de Deus deveria ser o padrão para o povo do mundo, a esta altura eu mesmo já nem sabia quem queria ser, sabia que queria ser livre, queria sumir, ser eu mesmo.
MAS QUEM EU ERA????? Tentei quase tudo, sucesso com as meninas, ser o musico da escola, poeta, as melhores notas, as piores notas, usei terno, calça jeans rasgada, cabelo comprido, cabelo raspado, estilo esportista, intelectual, rebelde, pacifista, quase todas as identidades que eu encontrei em filmes, sonhos, vídeo games eu tentei ser na minha adolescência, qualquer coisa que fosse diferente do meu pai e parecido com o que a maioria esperava. Rugi contra meu pai várias vezes frases como: - Quero um pai não um pastor - Quem você é agora? Pai ou Pastor? - Pelo menos me trate como uma de suas ovelhas - Eu? Pastor? Jamais!!!!!!!! - Vai cuidar da sua igreja e me deixa em paz. Agora até parece engraçado, mas vocês, pastor e filho, sabem de que sentimentos momentos e sensações estou falando. Mas ser filho de pastor não me trouxe salvação. Até que eu entendi que eu era um dos poucos no mundo a ter o pai e o pastor na mesma casa, e que era meu trabalho absorver o melhor de cada um dos papeis que aquele homem tinha e tem na minha vida. Sabe, hoje sou casado com uma linda mulher, tenho uma banda, um ministério reconhecido e de sucesso, tenho discípulos que me amam e me seguem em direção a Cristo, tenho um bom salário, um carro e um lindo violão, e ainda as vezes olho para a porta de casa, esperando que o pai e o pastor entrem e me digam o que fazer, então, dentro de mim, as sementes que ele plantou, as vezes de uma forma maravilhosa, as vezes de uma forma errada, se tornaram a arvore onde eu descanso, e fico seguro. Os princípios que entram em nós sem percebermos, e se não rejeitarmos, vão nos dar uma vida segura, feliz e de muita aventura com Deus.
O amor por Jesus e pelas vidas, a confiança, de que ainda que o mundo acabe, Deus esta no controle e me ama, ainda sendo eu um pecador. Os valores dos dez mandamentos pendurados na porta da geladeira, as noites chorando para que uma alma fosse liberta, fazer a obra mesmo com sacrifício próprio. Nenhuma faculdade no mundo poderia me ensinar, nenhum dinheiro poderia comprar. Valeu a pena cada momento esperando que ele chegasse em casa, e ele não veio. Não veio para que mais um marido voltasse com a esposa, ou mais um jovem largasse das drogas, ou mais uma pessoa no leito de morte tivesse o conforto de um homem de Deus. Valeu a pena, vai valer pra você, se você permanecer e não rejeitar seu privilegio.
Isso tudo não é somente bíblia ou um estudo compilado sabiamente. Isto é a minha vida, a minha decisão, aproveitar da melhor maneira a vida de filho de pastor que eu tive. Quando os filhos de pastores e missionários entenderem, como qualquer outra pessoa, que não podem escolher o pai, a mãe, o lar, o passado, mas podem escolher quem serão no futuro, como usarão da melhor maneira o que seus pais lhes deram e mesmo seu passado, teremos exércitos de David Quinlans, Anas Paulas, Andrés Valadão, Ministérios Ouvir e Crer, Ministérios Ipiranga, Samueis Barbosa e muitos, muitos Filhos dos Homens, rompendo cadeias, conquistando nações e transformando esta geração rebelde em uma geração de guerreiros santos e curados, cheios do espírito, fazendo valer cada palavra de Isaias61. Filho de pastor, você não tem poder sobre o passado mas tem sobre o futuro. A responsabilidade agora é nossa e não dos nossos pais.
Isso pode parecer mais uma cobrança, e daí, você é filho de pastor já deveria estar acostumado com cobranças, é uma decisão que você precisa tomar, e ser homem ou mulher o bastante para enfrentar as conseqüências de rejeitar ou aceitar um presente dado por Deus. Oro por você todos os dias Tome a decisão certa Com carinho...
Deus abençoe
Pr. Cris - FDH
www filhosdohomem.com.br
Gerados com um propósito.
Ana Carolina Azevedo,
Coordenadora do "Filhos de Pastores IEQ"
Filho de pastor. Quais exemplos bíblicos vêm à sua memória ao ouvir esse “termo”? Na maioria das vezes, Hofni e Finéias são lembrados, não é? Os filhos do sacerdote Eli são comumente citados em pregações sobre desobediência, rebeldia, falta de correção e tantos temas ligados a disciplina e reverência, mas não é com eles que queremos ser comparados.
Em nossos dias, ser filho de pastor é ser confrontado com Hofni e Finéias. É ser (naturalmente) julgado, desprezado e deixado de lado, não por cometer falhas como os filhos de Eli, mas simplesmente por ser filho de pastor. Não somos membros de uma igreja, não somos integrantes do ministério de louvor, não somos líderes, professores ou mesmo diáconos, somos e sempre seremos filhos de pastores: exemplos, espelhos, modelos e referências de bom ou mau testemunho.
Apesar de tantos fardos ocultos, tantos pesos em nós colocados, somos chamados, escolhidos, separados. Sim, fomos escolhidos por Deus! Então, lembremos da história de um filho de sacerdote que abriu mão de suas vontades e aceitou viver uma aventura. Não foi o desafio do ministério de seus pais que ele aceitou, mas o desafio do seu próprio chamado, o privilégio de ser gerado com um propósito. Apresento, então, a história de João Batista, um grande filho de pastor. Este sim pode ser considerado um exemplo, um modelo, uma referência. Podemos não ouvir muito de João Batista, afinal, ele viveu no anonimato, esteve onde muitos não queriam estar, falou o que muitos não falariam, enfrentou a sociedade, mas acima de tudo isso cumpriu o que lhe foi designado.
Nós também fomos gerados com um propósito. Pode ser que seus pais não tenham recebido a visita de um anjo ou que não estivessem em idade avançada, como Zacarias e Isabel, mas nascemos com um propósito, não somos diferentes de João Batista.
Viver no anonimato é viver dependente da vontade do Senhor. Estar no deserto é crescer vivendo do cuidado de Deus. Falar sobre um caminho de santidade é viver em comunhão com Deus. Enfrentar a indiferença, o descaso, é enfrentar o que Jesus enfrentou enquanto esteve aqui. Cumprir o propósito para o qual fomos chamados é dizer: Eis-me aqui!
Que o Senhor nos capacite para sermos como João Batista, não apenas gerados com um propósito, mas como servos dependentes daquele que nos enviou.
Lucas 1:13b-17
"... e você lhe dará o nome de João. Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele, pois será grande aos olhos do Senhor. Ele nunca tomará vinho nem bebida fermentada, e será cheio do Espírito Santo desde antes do seu nascimento. Fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus. E irá adiante do Senhor, no espírito e no poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor".
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Filho de pastor é pastorzinho?
Extraído do blog filhodepastor.blogspot.com
Filho de Pastor é pastorzinho?
Filho de Pastor é pastorzinho?
Filho de pastor deve sempre dar o exemplo para os demais membros e para os colegas também? Filho de pastor pode se zangar com algum irmão da igreja?
Filho de pastor pode faltar aos cultos para ir ao jogo do time, ou para ir ao cinema com a namorada, ou para estudar para prova em casa, pode ficar cansado no dia de culto de oração e ficar em casa vendo televisão?
Filho de pastor deve seguir o exemplo do pai, e ser pastor também? Filho de pastor deve ter algumas regalias dentro da igreja e nas organizações da igreja?
Essas são algumas perguntas que são ouvidas diariamente nas igrejas, encontros, retiros, etc... O filho de pastor, as vezes é tão bombardeado com algumas perguntas, que as vezes vem com maldade, ou com inveja e ciúmes, que o faz repensar na ideia de ser filho de pastor, ou pior, se seguirá a mesma carreira do pai.
O que está acontecendo?
Extraído do site http://www.hospitaldalma.com/
A tragédia ocorrida com o Bispo Robinson Cavalcanti, assassinado pelo próprio filho, gerou uma consternação sem precedentes na igreja brasileira. Como poderíamos esperar que algo assim pudesse acontecer numa família pastoral? Seria isso sintomático? Diante destas questões, achei por bem republicar um texto de minha autoria onde abordo o conflito entre pais e filhos nos lares de líderes cristãos.
“Onde foi que eu errei?” Este era o bordão de um personagem protagonizado por Jorge Dória em um programa humorístico da TV brasileira e expressava a desilusão de um pai que havia criado o filho na expectativa de que fosse um garanhão, ao se dar conta de que seu filho era gay. Talvez por não ser considerado politicamente correto, o quadro acabou extinto.
Recentemente o filho adotivo do bispo Edir Macedo protagonizou um episódio escandaloso em que aparece em vídeos postados no Youtube, fazendo gestos obscenos e indicando simpatia com o satanismo. Moysés foi adotado quando sua mãe o deixou recém-nascido na porta da Igreja Universal na Abolição, RJ. Como não tinha filho varão, Macedo resolveu adotá-lo. Ao chegar à adolescência, demonstrou ter talento musical, e foi lançado pela gravadora Line-Record, primeiro como cantor gospel, e depois, como cantor pop. Uma de suas músicas entrou na trilha sonora de uma novela da emissora do pai. Apesar da criação cristã que recebera ( sem levar em conta as doutrinas da igreja de seu pai… ), rebelou-se, tornando um motivo de constrangimento para sua família e toda a direção da igreja. Infelizmente, este não é um caso isolado.
Como Moyses, muitos outros filhos de pastores têm se rebelado contra tudo o que aprenderam. Um exemplo é o filho de Billy Graham, o maior evangelista do século XX. Franklyn Graham envolveu-se com drogas, abandonando os princípios nos quais seus pais o educaram. Somente aos 22 anos teve um encontro real com Cristo, e hoje é o herdeiro do ministério de seu pai. Outro caso que tem repercutido na mídia é o de Katy Perry, filha de pastores pentecostais, que recebeu uma criação rigída, chegando a cantar no coral da igreja, e hoje está entre as principais estrelas da música pop mundial. Canções que fazem apologia ao homossexualismo feminino estão em seu repertório, para vergonha de seus pais. Numa recente entrevista à revista Rolling Stone, Perry declarou que apesar de sua contuda mundana, ainda cultiva o hábito de falar em línguas.
Fica a pergunta: o que estaria acontecendo com os filhos dos pastores?
Seria tudo isso sintomático? Tenho conversado com vários pastores, tanto americanos, quanto brasileiros, que têm atravessado momentos dificultosos em seu relacionamento com os filhos. Drogas, rebeldia, promiscuidade são alguns dos sintomas de algo que está acontecendo em muitas famílias pastorais e que precisa ser tratado. De fato, não é fácil ser filho de pastor. Eu que o diga! Sou filho e neto de pastores. Sei da pressão a que são submetidos… Da cobrança… Do dever de serem exemplo para os demais jovens da igreja. Alguns acabam herdando o púlpito de seus pais. Outros preferem traçar seus próprios caminhos, negando-se a viver à sombra do pai.
Não acho que todo filho de pastor “pastorzinho é”. Nenhum pastor recebeu de Deus a ordem de estabelecer uma espécie de dinastia ministerial. Não sou pastor porque meu pai e meu avô foram pastores. Jamais fui forçado a abraçar o ministério. Tornei-me pastor porque me senti chamado para isso. Não vou negar que se meu filho tiver esta mesma vocação ficarei muito alegre. Mas não o obrigarei a seguir minhas pegadas. Só espero que, seja qual for sua vocação, seja direcionada para o bem da humanidade e para a glória do nosso Deus. Se assumirmos como sintomático o que tem acontecido a muitos filhos de pastores, teremos que examinar o que estaria por trás deste fenômeno, para que, então, buscássemos o remédio. Sugiro aqui algumas respostas:
1- Ausência da figura paterna – Um pastor que se dedique ao ministério em tempo integral dificilmente encontrará vaga em sua agenda para dedicar à família. Imagine a ironia de um filho ter que consultar a secretária de seu pai pra saber se há espaço em sua agenda para recebê-lo! Filhos emocionalmente sadios custam tempo de qualidade na companhia dos pais. Como já foi dito, nenhum sucesso compensa o fracasso no lar. De que adianta ter uma igreja superlotada, desfrutar de popularidade na mídia, e ser um estranho dentro de casa? Pais e filhos precisam caminhar juntos, construir uma rotina em conjunto. Pai não é quem aponta o caminho, mas quem caminha junto. A instrução bíblica é clara: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv.22:6). Não se trata de ensinar O caminho, e sim, NO caminho.
2 – Ausência de discipulado – Não basta caminhar juntos. Pastores precisam adotar seus filhos como discípulos. O caminho é apenas o cenário onde o ensino deverá ser ministrado. E esta tarefa não pode ser terceirizada. Não delegue a outro o que você deve fazer. Discipule seus filhos! Veja a recomendação divina: "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te" (Dt 6.6-7). Aproveite cada momento gasto ao lado dos filhos para transmitir-lhes os valores e princípios do Reino de Deus. Este será seu maior legado.
3 – Ausência de autoridade – Amizade não é coleguismo. A figura paterna será a primeira referência de autoridade que o filho terá em sua caminhada existencial. Se isso não for bem elaborado, o filho terá problemas no futuro por não saber submeter-se à autoridade. Um dos requisitos que deveriam ser preenchidos por quem almejasse o ministério pastoral é "que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)"(1 Tm 3.5). Quem não sabe exercer autoridade dentro de seu lar não tem condição moral de exercê-la na igreja. Infelizmente, alguns pastores se tornaram figuras públicas tão notórias que acham desgastante ter que preocupar-se com questões domésticas. Será que estes pregadores “estrelas” teriam maior notoriedade do que Abraão? Pois veja a tarefa que o próprio Deus atribui ao patriarca: "Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (Gn 18.19). Lembre-se que a criação que houvermos dado aos nossos filhos será reproduzida em nossos netos e bisnetos.
4 – Ausência de disciplina - “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe" (Pv 29.15). O filho errou, não ponha pano quente. Discipline! A justiça começa em casa. Lembre-se que o próprio Deus, “corrige a quem ama, e açoita a todo o que recebe por filho” (Hb.12:6). Corrigir é uma demonstração de amor. Quem não disciplina seu filho revela não se importar com o que ele faz, seja certo ou seja errado. Se ele errar, corrija-o. Se acertar, recompense-o, elogie-o, deixo-o saber o quanto você se orgulha dele. Disciplina não é só punição, mas também estímulo.
5 – Ausência de privacidade – A família pastoral necessita de um tempo de privacidade. Como se não bastasse a exposição na igreja, o lar de muitos pastores é completamente aberto, possibilitando que os membros transitem livremente. Lembre-se do episódio em que os credores queriam levar os filhos de um profeta que havia morrido como pagamento de suas dívidas. A viúva desesperada procurou por Eliseu. Todos conhecemos o desfecho da história, e sabemos como Deus agiu poderosamente, multiplicando seu azeite e impedindo que seus filhos fossem levados. Mas poucos percebem que uma das orientações dadas pelo profeta foi que ela devia fechar a porta de sua casa (2 Reis 4:4). Não leve problemas da igreja pra dentro do seu lar, tampouco leve problemas familiares para a igreja. Não exponha publicamente seu descontentamento com a esposa ou com os filhos. Procure manter a privacidade de sua família.
6 – Ausência de demonstração de amor – Quem ama, cuida. Quando Jesus perguntou a Pedro se este O amava, pediu que seu amor fosse demonstrado no cuidado por seus pequeninos. Nossos filhos são nossas principais ovelhas. Cuidar deles com amor é declarar o quanto amamos a Jesus. “Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior que o incrédulo” (1 Tm.5:8). Ser negligente nisso é equivalente a negar a Cristo, como Pedro fez por três vezes, e por isso, teve que responder à mesma pergunta feita três vezes por Jesus: Tu me amas? (Jo.21:15-17). A repentina rebeldia de um filho pode ser a maneira usada por Deus para despertar nossa consciência, tal qual fez com Pedro através do canto do galo.
Não desista de seus filhos. Ame-os. Traga-os para mais perto. Curta-os, enquanto é tempo. Discipline-os na medida certa. Oriente-os. Faça deles o seu presente particular por um mundo mais justo. Eles jamais te esquecerão.
P.S.: Não se pode generalizar. Há casos em que o pastor preenche todas essas lacunas, e mesmo assim, o filho acaba se rebelando. Se este for o seu caso, resta orar, perseverar em amá-lo, e esperar que um dia o Bom Pastor o traga de volta ao aprisco.
Ebook Filhos de Pastores
O que as pessoas pensam a respeito dos filhos de pastores? Que desafios esses jovens enfrentam em nossa sociedade? Toda geração busca referenciais, e quando pensamos nisso, raramente nos lembramos dos filhos de pastores, que hoje são jovens desacreditados. Não lhe incomoda, pastor, saber que seu filho talvez esteja sendo tachado de ser o pior? E você, líder, não se sente incomodado ao pensar como será difícil caso um filho de pastor seja colocado sob sua supervisão? E nós, filhos de pastores, até quando permaneceremos sem reação diante dessa realidade? Até quando ficaremos indiferentes, não nos importando com nossas atitudes e nossa maneira de viver? Este livro trata dessas e de outras perguntas, e mostra o papel de cada um dentro da igreja: os pastores são responsáveis por seus filhos; os líderes precisam cuidar de todos os membros do rebanho; e os filhos de pastores precisam entender seu papel na vida da igreja bem como o propósito pelo qual Deus os fez nascer numa casa de pastores. Não se trata de apontar falhas, mas de apresentar um novo ponto de vista em relação aos filhos de pastores. É hora da próxima geração se posicionar como homens e mulheres que revolucionarão as nações! Deus tem levantado uma geração para ser referencial, e creio que os alicerces serão formados justamente pelos filhos de pastores. Quando essa chama alcançar nosso coração, então nada poderá deter essa geração.
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